O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu um parecer favorável à cassação do mandato do prefeito reeleito de Silves, Paulino Grana (Republicanos), e de seu vice, José Maria de Almeida Filho (União Brasil). A acusação aponta abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2024.
A ação foi movida pelo candidato derrotado Henrique Oliveira Rita, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e tramita na 24ª Zona Eleitoral de Itapiranga, sob o processo nº 0600334-53.2024.6.04.0024. O caso ganhou destaque por envolver alegações de práticas que comprometem a lisura do pleito.
Segundo o parecer do MPE, o principal ponto de questionamento é o aumento expressivo de gastos públicos com combustíveis às vésperas das eleições, que totalizaram R$ 1.221.978,97 apenas no mês de julho. Além disso, há denúncias de que combustíveis teriam sido distribuídos de forma indiscriminada a eleitores, o que configura abuso de poder econômico.
Paulino Grana foi reeleito com 68,31% dos votos válidos, somando 5.643 votos no primeiro turno. No entanto, a recomendação do MPE para cassação coloca o resultado em xeque e reforça a necessidade de apuração rigorosa dos fatos para assegurar a transparência e a igualdade no processo eleitoral.
A Justiça Eleitoral avaliará as provas apresentadas e decidirá sobre a validade do mandato do prefeito reeleito. Enquanto isso, a população de Silves acompanha de perto os desdobramentos do caso, que pode levar a uma nova eleição caso a cassação seja confirmada.
A defesa de Paulino Grana ainda não se manifestou oficialmente sobre o parecer. O prefeito permanece no cargo até que a Justiça Eleitoral tome uma decisão final.





