O Brasil se despede neste sábado (20) de uma de suas figuras mais marcantes da música e do entretenimento. Preta Gil, cantora, empresária e ativista, morreu aos 50 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer colorretal, diagnosticado em janeiro de 2023.
Filha do cantor Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, Preta era também sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, carregando no sangue a veia artística da música popular brasileira. Mas foi com sua própria voz musical e social que construiu uma trajetória singular.
O diagnóstico veio no início de 2023 e, desde então, Preta enfrentou um árduo tratamento, passando por cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Apesar da breve remissão, a doença voltou em 2024, já com metástases. Em maio deste ano, a cantora buscou alternativas em tratamento experimental nos Estados Unidos, mas o quadro se agravou nesta semana, culminando em sua morte.
Além da carreira artística, Preta Gil se destacou como empresária e fundadora da agência de marketing de influência Mynd. Com o Bloco da Preta, arrastava multidões no carnaval do Rio de Janeiro desde 2009. Foi também voz ativa contra o preconceito racial, gordofobia e homofobia, tornando-se referência de representatividade e resistência no país.
Preta deixa o filho Francisco Gil, fruto de seu casamento com o cantor Otávio Müller, e uma legião de fãs e admiradores. O velório deve ocorrer em cerimônia reservada à família e amigos próximos.
O Brasil perde um ícone da diversidade, da alegria e da luta por direitos.






