O samba brasileiro está de luto. Arlindo Cruz, cantor, compositor e um dos maiores nomes do gênero, faleceu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, aos 66 anos. A notícia foi confirmada pela família do artista, que nos últimos anos enfrentava um quadro de saúde delicado, consequência de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2017.
Desde então, Arlindo convivia com limitações motoras e de fala, além de recorrentes internações por complicações respiratórias, incluindo pneumonias. Ele também utilizava traqueostomia e sonda alimentar, o que demandava cuidados permanentes. Em março deste ano, foi novamente hospitalizado para tratar uma infecção pulmonar, mas seu estado clínico se agravou nas últimas semanas.
Trajetória marcante
Carioca do subúrbio de Madureira, Arlindo iniciou sua carreira ainda jovem e se consagrou como integrante do grupo Fundo de Quintal, onde ajudou a popularizar o pagode de raiz. Autor de sucessos como Meu Lugar, O Show Tem Que Continuar e Bagaço da Laranja, colecionou parcerias com nomes como Sombrinha, Zeca Pagodinho e Alcione. Sua obra ultrapassa gerações e é considerada referência para músicos e amantes do samba.
Além dos palcos, Arlindo também foi homenageado no carnaval carioca, sendo tema do enredo da Império Serrano em 2023. Sua música, marcada por poesia e mensagens de resistência, continua sendo símbolo de identidade cultural brasileira.
Despedida
Familiares, amigos e artistas lamentaram a partida. “Perdemos um poeta da música popular, mas sua voz ecoará eternamente no coração do povo”, declarou o parceiro musical Sombrinha. A família agradeceu o carinho dos fãs e destacou que o legado do sambista será preservado “em cada verso, cada batida de tamborim e em cada roda de samba”.
O velório e o sepultamento acontecerão no Rio de Janeiro, com detalhes a serem divulgados.






