O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tirar os advogados que defendiam dois ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro: Marcelo Câmara e Filipe Martins e determinou que eles passem a ser representados pela Defensoria Pública da União (DPU).
Os dois são investigados por envolvimento na suposta trama golpista de 8 de janeiro e faziam parte do chamado “núcleo 2” das investigações.
De acordo com Moraes, os advogados dos réus não apresentaram as alegações finais dentro do prazo, mesmo com tempo suficiente e uma equipe de quatro profissionais. Por isso, o ministro considerou o comportamento das defesas “inaceitável e de má-fé”, afirmando que houve tentativa de atrasar o andamento do processo.“Esse tipo de atitude demonstra clara intenção de procrastinar o feito, sem qualquer justificativa legal”, escreveu Moraes na decisão.
Com a medida, Marcelo Câmara e Filipe Martins passam a ser defendidos por advogados da DPU. O ministro também reforçou que o processo deve seguir sem novos atrasos.





