O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores do advogado e empresário Willer Tomaz. A decisão, datada de 23 de outubro de 2026, integra uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas online, conhecidas como bets.
As medidas determinadas incluem o bloqueio de contas bancárias e de patrimônio, como imóveis, veículos, aeronaves e embarcações. A decisão também prevê a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao investigado, incluindo companhias associadas ao grupo Alcazar Holding.
Outras providências envolvem restrições relacionadas aos passaportes e a autorização para acesso a informações bancárias, fiscais e cambiais, conforme as determinações judiciais.
A investigação também envolve o senador Flávio Bolsonaro. Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal identificou o nome do parlamentar como usuário master de uma conta bancária vinculada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A apuração busca esclarecer o alcance desse vínculo e a movimentação dos recursos.
A chegada do caso ao STF está relacionada ao foro por prerrogativa de função do senador. A inclusão de seu nome na investigação, por si só, não comprova a prática de irregularidades.
A defesa de Willer Tomaz contestou as medidas, classificando o valor do bloqueio como aleatório e desproporcional. Os advogados também alegaram que a suspensão das atividades empresariais representa uma punição antecipada e questionaram o momento em que as determinações foram adotadas.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que sua relação com Willer Tomaz é restrita à amizade entre as famílias e negou a existência de sociedade, compartilhamento de contas bancárias ou transações comerciais com o advogado.
O caso segue no âmbito da investigação, e as suspeitas deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes. As medidas cautelares não equivalem a uma condenação judicial.






