Moradores de Florianópolis realizaram, na manhã do último sábado (24 de janeiro de 2026), um protesto na Praia Brava para pedir justiça pela morte do cão comunitário Orelha.
O animal vivia na região há cerca de dez anos e era conhecido e cuidado por frequentadores e moradores locais.
A manifestação reuniu ativistas da causa animal, protetores independentes e apoiadores, que caminharam da chamada “casinha dos cachorros” até a região do Águas da Brava. O ato simbolizou a indignação coletiva diante do caso, que ganhou repercussão em Santa Catarina e em todo o país.
Orelha foi encontrado gravemente ferido no início de janeiro, após sofrer agressões. Devido à gravidade do estado de saúde, o animal não resistiu e passou por eutanásia. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Proteção Animal da Polícia Civil de Santa Catarina, com acompanhamento do Ministério Público do Estado (MPSC).
Segundo as investigações, ao menos quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de participação direta nas agressões. Além disso, três adultos pais e um tio de um dos adolescentes foram indiciados por coação no curso do processo, suspeitos de tentar intimidar testemunhas e interferir nas apurações.
A repercussão do caso mobilizou autoridades, personalidades públicas e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que se manifestaram nas redes sociais pedindo punição rigorosa aos envolvidos.
O episódio reacendeu o debate sobre crimes de maus-tratos contra animais e reforçou a cobrança por leis mais severas e efetiva responsabilização.






