Populares escutaram a cadela urrar de dor e viram o homem cometendo o ato. Eles acionaram a Polícia Militar, que prendeu o suspeito.

Um homem de 47 anos foi detido após ser flagrado abusando sexualmente de uma cachorra. O caso aconteceu na tarde da última segunda-feira (25), perto da rodoviária do Paranoá. Quem passava pelo local ouviu a cadela urrar. O morador de rua foi então flagrado realizando o ato e policiais militares que faziam ronda em uma viatura foram acionados.

O suspeito recebeu voz de prisão dos militares, que conseguiram resgatar o animal. O homem e a cadela foram levados para a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), onde chegaram às 17h30. Agentes da unidade coletaram o depoimento do morador de rua.

“Todos ficamos em estado de choque com esta situação, é algo muito triste e assustador. O homem responderá por esse crime”, delimita a delegada Jane Klébia, chefe da 6ª DP. Segundo ela, o homem já tem passagem por Maria da Penha, lesão corporal e homicídio.

O acusado foi autuado em flagrante por maus-tratos, pela lei de crimes ambientais.

A pena é de detenção de três meses a um ano. Como não é prevista prisão imediata para esse tipo de delito, o homem foi liberado por volta das 18h50, após assinar um Termo de Compromisso de Comparecimento à audiência judicial.

A defensora dos animais e advogada Ana Paula Vasconcelos compareceu à delegacia para acompanhar o caso. Ela participa da ONG Projeto Adoção São Francisco e assinou um termo de responsabilidade para ter a custódia da cadela violada. O animal está em atendimento veterinário e pode ser submetido a procedimento cirúrgico.

A guardiã da cachorra critica a atual legislação para esse tipo de crime contra os animais. “Infelizmente, enquanto nossa legislação não mudar e não termos previsão de prisão flagrancial para esses casos, isso continuará acontecendo. É uma situação completamente revoltante”, opina Ana Paula Vasconcelos.

“Por se tratar de um morador de rua, dificilmente ele comparecerá à audiência sobre o caso. Ele não tem endereço fixo e a Justiça sequer conseguirá encontrá-lo.

É mais um caso que ficará impune”, analisa a defensora.

Fonte: Correio Braziliense