Em depoimento registrado na delegacia, o policial tentou justificar o atropelamento proposital de cães na Zona Leste de Manaus, afirmando que “pensou que eles sairiam da frente” da viatura uma fala que gerou revolta e foi considerada absurda e inaceitável.
O caso ocorreu na Rua Coronel Sávio Belota, no bairro Novo Aleixo. Imagens de câmeras de segurança mostram a viatura avançando em direção aos animais, que estavam deitados na via, contrariando a versão de que eles teriam chance de escapar.
A tutora dos cães rebateu a justificativa do policial ainda no local, afirmando que os animais não tiveram qualquer possibilidade de reação. Além disso, após o impacto, não houve prestação de socorro, o que aumenta ainda mais a gravidade do episódio.
A declaração levanta questionamentos diretos: como animais deitados poderiam “sair da frente”? Se o agente viu os cães, por que não freou ou desviou? Para defensores da causa animal, a fala do policial não explica o ocorrido — apenas reforça a suspeita de negligência, imprudência e crueldade.
No âmbito jurídico, o policial Cássio Rodrigo teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) em 3 de fevereiro de 2026. Os outros dois policiais que estavam na viatura foram afastados e respondem em liberdade enquanto as investigações seguem.
A Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) e afirmou oficialmente que não compactua com a conduta da guarnição envolvida.
O caso reacende o debate sobre abuso de autoridade, responsabilidade no uso de viaturas oficiais e o respeito à vida animal, com forte cobrança por justiça e responsabilização.
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