Manaus | 24 de julho de 2026 | 20:39:55

MODA: Animal Print – A estampa do momento e a sua história

A estampa animal print é o tipo de padronagem que ou você ama ou odeia. Não é mesmo? Mais recentemente, ela virou a tendência da vez, deixando de lado o “quiet luxury” para dar preferência às estampas chamativas. Mas, afinal, de onde veio a oncinha?*

A estampa animal print, em especial a icônica oncinha, é uma tendência que nunca sai totalmente de moda. Por décadas, ela tem sido um símbolo de ousadia, glamour e, em muitos momentos, de rebeldia no mundo fashion. Mas para entender como a estampa conquistou esse status, é preciso voltar no tempo e explorar suas origens.

O uso de peles de animais como ornamento remonta à pré-história, quando nossos ancestrais vestiam-se com peles para proteção e status social. No Egito Antigo, sacerdotes e figuras de poder usavam peles de leopardo e outros felinos, associando essas estampas a divindades e forças sobrenaturais. Esses padrões selvagens também apareceram na Europa renascentista, quando reis e nobres começaram a incorporar peles de animais em suas vestimentas, demonstrando riqueza e prestígio.

Com o tempo, o uso de peles verdadeiras em roupas foi se tornando mais acessível, mas foi apenas no século 20 que o animal print ganhou espaço como elemento de moda popular.

O cinema de Hollywood foi um grande impulsionador da popularidade do animal print, especialmente durante as décadas de 1940 e 1950. Ícones como Marilyn Monroe e Eartha Kitt usavam a estampa para transmitir sensualidade e sofisticação. A imagem da “mulher fatal” associada a essas estampas perdura até hoje, dando à oncinha e outros prints animais um ar provocativo e poderoso.

Nos anos 1960 e 1970, a estampa ganhou novas interpretações com o movimento hippie e o rock ‘n’ roll. Nessa época, estilistas como Roberto Cavalli começaram a incorporar o animal print em suas coleções de forma mais livre e irreverente, marcando uma transição da estampa como símbolo de luxo para um ícone de rebeldia e contracultura.

Nas últimas décadas, o animal print passou por ciclos de popularidade. Nos anos 1980, com a onda do maximalismo, a estampa apareceu em exagero. Nos anos 2000, porém, a moda minimalista e o “quiet luxury” começaram a ganhar espaço, colocando o animal print um pouco de lado.

Agora, em 2024, essa tendência voltou com força. Marcas como Dolce & Gabbana e Versace, que sempre abraçaram o exagero e a exuberância, estão trazendo a oncinha e outras estampas animais de volta às passarelas. O retorno acontece no contexto de um novo maximalismo, em que peças ousadas e chamativas ganham destaque frente à moda discreta e sem logos.

Atualmente, a estampa animal print vai além do glamour ou da rebeldia: ela representa confiança. Muitas mulheres e homens vestem a estampa como um símbolo de força, desafiando as normas de moda que pregam discrição. A oncinha, o tigre, a cobra e até o zebra print são afirmações de individualidade, desafiando as tendências mais “quiet” e minimalistas.

Embora o uso da estampa animal seja polarizador — como diz o ditado, ou você ama ou odeia —, é inegável que ela continua sendo uma peça-chave para aqueles que buscam se destacar. Mais do que uma simples tendência, o animal print tornou-se um símbolo cíclico na moda, sempre pronto para ser redescoberto.

Com sua rica história e associações poderosas, a estampa é a prova de que, na moda, o selvagem está sempre à espreita, pronto para ressurgir quando menos esperamos. E em 2024, o animal print está mais forte do que nunca.

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