O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, foi ao Senado nesta semana e declarou que o esquema de fraudes no INSS teve origem entre 2019 e 2022 portanto, antes do atual governo. A declaração foi uma tentativa de afastar o governo
Lula da responsabilidade direta pelos desvios, que somam cerca de R$ 6,3 bilhões, segundo investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.
O esquema envolvia entidades que aplicavam descontos indevidos em aposentadorias e pensões, sem autorização dos beneficiários. Estima-se que mais de 9 milhões de pessoas foram prejudicadas.Queiroz afirmou que as entidades suspeitas se credenciaram após o fim da revalidação anual obrigatória, medida adotada ainda no governo anterior. A operação “Sem Desconto”, deflagrada em abril, identificou ao menos 11 associações envolvidas no golpe.Carlos Lupi, ex-ministro da pasta, chegou a ser alertado sobre irregularidades, mas negou responsabilidade e deixou o cargo no início de maio.
Enquanto isso, o governo federal abriu canais de reembolso pelo aplicativo Meu INSS, com mais de um milhão de pedidos já registrados. Parlamentares da oposição e até aliados pedem a criação de uma CPI para investigar o caso com mais profundidade.









