Com orçamento reduzido, a atual gestão defende que já pagou um valor significativo de salários atrasados desde o governo anterior, o que impactou o equilíbrio das contas e gerou a atual paralisação dos profissionais da saúde.

Após a repercussão dada à reportagem veiculada na noite da última segunda-feira (16), no Jornal Nacional da TV Globo, veículos de comunicação e grupos de WhatsApp passaram a compartilhar o vídeo em que mostra imagens dentro dos hospitais, criticando a saúde pública do Amazonas com a paralisação dos enfermeiros, mas o que  a população esquece é que, a realidade atual não se difere do que já se arrasta há décadas no Estado que inclusive, já recebeu um dos maiores escândalos políticos do país, a Operação Maus Caminhos – que investigou o desvio de mais de R$ 150 milhões da saúde pública do Amazonas – e, após o afastamento do ex-governador José Melo, David Almeida por um curto período de tempo assumiu como governador interino, entregando o cargo em poucos meses a Amazonino Mendes, que venceu as eleições suplementares em agosto do mesmo ano.

No ano passado, 2018, o caos em torno da saúde pública se instalou em grandes hospitais da capital, entre eles o Hemoam, que não tinha material o suficiente sequer para coletar sangue. O Portal A Repórter chegou a divulgar algumas matérias inclusive com documentos e lista de materiais em falta anexados. Confira:

EXCLUSIVO: Cirurgias são suspensas por falta de material, e sem condições financeiras classe médica pode parar

Vaza lista de materiais médicos que faltam nos hospitais. Documento para paralisação no HEMOAM já foi assinado

Notícia publicada com documentos anexados em 2018 mostra um atraso de salários de mais de um ano.

Paralisações de médicos e reivindicações de empresas terceirizadas estamparam algumas manchetes, não só em 2018 como em anos anteriores e, embora não tenha sido divulgada a nível nacional, a realidade não era nem um pouco melhor, uma vez que a dívida acumulada chegou a impactar diretamente a gestão atual, que começou com orçamento reduzido em 30% conforme declarou o Secretário de Saúde Rodrigo Tobias em resposta à reportagem da Globo, deixando o entendimento de que,  no primeiro ano de administração a atual gestão busca antes de tudo equilibrar as contas do Amazonas. Ainda segundo o secretário, até o momento já foram pagos R$ 150 milhões de dívidas aos profissionais da saúde, que reivindicam seus salários por meio dessa paralisação. 

 

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