“A aeronave estava bastante danificada, bastante quebrada. Tinham pertences e malas sobre as vítimas”, contou o diretor técnico do Samu.

Diretor técnico do Samu responsável pelo resgate da tripulação do voo que vitimou Marília Mendonça e outras quatro pessoas após queda, na última sexta-feira (4/11), Kleyton Carvalho descreveu o terrível cenário encontrado ao chegar ao local do acidente. Em entrevista à BandNews TV, nesta segunda (8/11), o médico revelou detalhes da operação.

“Quando cheguei ao local, de muito difícil acesso, uma coisa que chamava bastante atenção também era a quantidade de combustível. Era muito combustível no local e sem contar também que não sabíamos se a aeronave ia cair ou não sobre a cachoeira, né? É um dos atendimentos, se não for o mais complicado que realizei até hoje”, garantiu.

Kleyton Carvalho contou ter sido a primeira pessoa a conseguir entrar na aeronave e, segundo ele, o corpo da cantora estava bem próximo da poltrona. “Verifiquei todos os sinais vitais para ver se contava com vida, era a nossa esperança, né? Era só isso que nós queríamos naquele momento”, continuou o profissional.

O médico do Samu não consegue garantir se os tripulantes usavam o cinto de segurança na hora do acidente. “Provavelmente a causa da morte realmente foi politraumatismo, não se sabe nada. Se eles estavam de cinto ou não, não sei afirmar. Se ele [o cinto] rompeu durante a queda ou outro momento…”, respondeu Kleyton.

Ele acrescentou, ainda, que os corpos de Marília Mendonça, Abicieli Silveira Dias e Henrique Bonfim Ribeiro estavam no meio da aeronave. Mais adiante, foram encontrados os corpos do piloto e co-piloto, Geraldo Martins de Medeiros e Tarciso Pessoa Viana, respectivamente.

“Nós mesmos estávamos acostumados com acidentes no qual a aeronave toda se deflagra, se quebra, né… mas pelo que estava dentro, pela situação que eu me deparei, é quase impossível [as vítimas] estarem com vida. A aeronave estava bastante danificada, bastante quebrada. Tinham pertences e malas sobre as vítimas. Por fora, realmente parecia que o estrago não foi tão grande. Era muito difícil, pelo estado da aeronave, ter alguém com vida”, avaliou o médico.

Fonte: Metrópoles