Em entrevista, a neurologista Dra. Érika Kzam alerta para os riscos de misturar essas medicações com álcool e os perigos de se expor a comportamentos arriscados enquanto dormimos. A relação entre saúde mental e vida sexual é complexa e, muitas vezes, afetada pelos medicamentos utilizados para tratar transtornos como a depressão e distúrbios do sono. Em um bate-papo para o quadro Sexo Sem Tabu, a neurologista Dra. Érika Kzam compartilhou um alerta sobre os efeitos colaterais de alguns antidepressivos e remédios para dormir, destacando como eles podem impactar o desejo sexual e até induzir comportamentos inesperados e arriscados durante o sono.
Segundo a Dra. Érika, é comum que antidepressivos, especialmente certas classes de medicamentos, diminuam a libido. “Muitos antidepressivos têm impacto direto na libido e, além disso, há estudos que indicam que o uso prolongado dessas medicações pode alterar a sensibilidade, com efeitos que podem se tornar permanentes,” explica. Esse efeito colateral levanta preocupações tanto para neurologistas quanto para psiquiatras, que buscam alternativas de tratamento para minimizar esses impactos.
No entanto, outro ponto intrigante e preocupante é o uso de medicações para dormir, que tem efeitos ainda mais profundos no comportamento noturno de algumas pessoas. Muitas mulheres relatam que, após tomarem remédios para dormir, vivem momentos de intensa atividade sexual que não conseguem lembrar ao amanhecer. “Esses comportamentos são fruto dos efeitos colaterais da medicação e podem levar a situações perigosas,” afirma a neurologista.
A Dra. Érika também explica que essa combinação de medicação para dormir e álcool potencializa os efeitos e os riscos. “Misturar hipnóticos com bebidas alcoólicas pode levar a alterações ainda mais intensas, como comportamentos que a pessoa não recorda ao acordar, colocando sua segurança em risco,” alerta a médica. Situações como essas podem expor as pessoas a episódios extremos, em que as ações realizadas durante o sono são desconhecidas e não são recordadas, deixando-as vulneráveis.
Esses efeitos não devem ser subestimados, e a especialista ressalta a importância de buscar acompanhamento médico constante. “É fundamental que as mulheres compreendam os riscos dessas medicações e evitem práticas arriscadas, como a combinação com álcool, para garantir não apenas a eficácia dos tratamentos, mas também sua segurança,” finaliza Dra. Érika.
Para quem lida com esses desafios, o caminho é conversar abertamente com profissionais sobre todos os efeitos percebidos, pois entender a ação das medicações e buscar alternativas pode ser a chave para manter a saúde mental e o bem-estar na vida sexual em harmonia.










