Manaus | 24 de julho de 2026 | 11:46:20

Maternidade aos 40+: Riscos e cuidados na gravidez tardia

Com os recentes anúncios de gravidez das celebridades Gisele Bündchen e Sabrina Sato, ambas com mais de 40 anos, o tema da maternidade em idade mais avançada ganha destaque. Saiba o que dizem os especialistas sobre as chances, riscos e cuidados necessários para mulheres que decidem engravidar após os 40.

No Brasil, a gravidez tardia é uma realidade crescente: entre 2010 e 2022, houve um aumento de 65,27% no número de mulheres que optaram por engravidar depois dos 40, segundo o IBGE. A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida alerta que, após os 35 anos, tanto a reserva como a qualidade dos óvulos diminuem, o que reduz as chances de gravidez espontânea para 50% no primeiro ano após os 40, caindo para 20% aos 41 e 42 anos.

Considerada uma gravidez de alto risco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mulheres mais maduras enfrentam maior probabilidade de complicações, como aborto espontâneo, parto prematuro, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Além disso, segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), os óvulos de mulheres com mais de 40 anos possuem maior predisposição a erros cromossômicos e alterações genéticas.

Para uma gestação segura, os especialistas recomendam acompanhamento pré-natal rigoroso e exames como mamografias, ultrassons morfológicos e o teste NIPT, que detecta células fetais no sangue da mãe para rastreamento genético.

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