O funkeiro Israel Nata Vicente, mais conhecido artisticamente como MC Euro, foi preso nesta sexta-feira (15 de agosto de 2025) na Grande São Paulo, durante uma operação policial que também levou à prisão de seu marido, o influenciador paraibano Hytalo Santos. A ação foi cumprida em Carapicuíba por força de mandados expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux (PB), atendendo a investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
As autoridades apuram suspeitas de tráfico de pessoas, exploração sexual infantil e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos um veículo de luxo e oito celulares quatro pertencentes a cada um dos investigados.
Quem é MC Euro
Natural de São Paulo, MC Euro construiu sua carreira no funk e nas redes sociais ostentando carros importados, viagens e festas luxuosas. Residente em João Pessoa (PB), ele acumula mais de três milhões de inscritos no YouTube e presença constante em plataformas de streaming, com músicas lançadas desde 2015. Sua imagem sempre esteve associada a um estilo de vida de alto padrão, exibido em vídeos e publicações para seus milhares de seguidores.
O casal passou a ser alvo de denúncias públicas após conteúdos nas redes revelarem a exposição sexualizada de adolescentes, prática conhecida como “adultização”, incluindo o caso de Kamylinha Santos, de 17 anos, que teria sido exibida em contextos íntimos e sugestivos desde muito cedo. Embora o termo não exista na lei brasileira, especialistas apontam que situações assim podem configurar crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores (artigos 240 e 241) e submissão a constrangimento (art. 232).
O MPPB reforçou que o processo corre sob sigilo para proteger as vítimas e que o vazamento de informações pode prejudicar as investigações. A defesa de MC Euro e Hytalo afirmou que ainda não teve acesso à decisão judicial e que avaliará as medidas cabíveis, incluindo pedidos de habeas corpus.
O caso ganhou grande repercussão nacional, reacendendo o debate sobre responsabilidade de influenciadores, a vulnerabilidade de menores nas redes sociais e a necessidade de maior fiscalização sobre conteúdos que envolvem crianças e adolescentes.







