O aumento do número de casos de câncer de colo de útero no Amazonas coloca o Estado no segundo lugar no ranking de localidades brasileiras com registro da doença. Segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), neste ano são esperados 27,6 novos casos de câncer uterino para cada grupo de 100 mil mulheres no Amazonas.

O aumento da doença na capital e interior do Estado, bem como a união entre prefeituras e governo Estadual para orientar a população sobre vacinação e tratamento, foram discutidos hoje pelo deputado estadual Fausto Jr, na Assembleia Legislativa.

O parlamentar lembrou que neste mês é realizada a campanha Março Lilás, que alerta a sociedade sobre os perigos dos cânceres de útero e de pênis causados pelo Papiloma Vírus Humano (HPV).

De acordo com Fausto, as prefeituras e o governo do Estado devem retomar a campanha de vacinação de crianças e adolescentes contra o HPV. As vacinas eram compradas pelo ministério da Saúde e enviadas às prefeituras, que faziam campanhas de vacinação nas escolas públicas e postos de saúde.

“Por preconceito e falta de informação, as campanhas de vacinação contra o HPV foram interrompidas em 2016”, lembra o deputado. “Muitos pais não deixaram os filhos serem vacinados, o que contribuirá para novos casos da doença no futuro”, lamentou.

Ao contrário de outros Estados onde o câncer de mama é o que mais atinge mulheres, no Amazonas o câncer uterino é o que possui maior incidência. Esse aumento, segundo pesquisadores e oncologistas, é motivado pela disseminação do HPV, que é facilmente transmitido nas relações sexuais.

Por isso, para a vacina ter 100% de eficácia, é necessário que meninos e meninas sejam imunizados antes da primeira relação sexual, apontam os cientistas.

Fausto Jr. se comprometeu em conversar com prefeitos da capital e interior para retomar as campanhas de vacinação contra o HPV, bem como realizar campanhas educativas sobre a importância da imunização. “A ideia é combatermos o câncer uterino e de pênis por meio da vacinação, caso contrário os números da doença continuarão crescendo”, concluiu.