A família do ministro do STF, Alexandre de Moraes, causou alvoroço ao adquirir uma mansão de R$ 12 milhões em Brasília, no exclusivo bairro Lago Sul, um dos endereços mais caros da capital. A transação, feita à vista e registrada em agosto de 2025, tem levantado diversas questões sobre os gastos da família de um dos magistrados mais influentes do país.
Mansão de luxo: Pagamento à vista e valores milionários
A casa tem 725 m² e foi comprada sem financiamento, com o pagamento total de R$ 12 milhões. A transação foi realizada em duas parcelas: R$ 6 milhões como sinal e R$ 6 milhões na assinatura da escritura. O valor foi transferido diretamente para a proprietária do imóvel e os corretores da venda. O imóvel foi adquirido pela família Moraes por meio de uma empresa, a “Lex – Instituto de Estudos Jurídicos LTDA.”, que tem como sócia a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, junto aos filhos do casal.
A compra gerou repercussão devido ao valor considerável, especialmente quando se leva em conta que, apesar de Moraes ser ministro do STF com um salário bruto de R$ 46,3 mil, a quantia envolvida na transação parece incompatível com os rendimentos do casal, considerando que Viviane também é sócia de um escritório de advocacia.
De R$ 2,1 milhões a R$ 12 milhões: A valorização da mansão
A mansão, que foi adquirida pela Construtora Modelo LTDA. em 2020 por R$ 2,1 milhões, passou por uma demolição e reconstrução completa antes de ser vendida à família Moraes. A nova casa, com 725 m² de área construída, é um imenso aumento em relação ao imóvel inicial de 320,7 m², que passou por uma completa transformação e valorização, o que tem gerado dúvidas sobre os custos reais da reforma e a valorização acelerada da propriedade.
Gastos milionários e luxo disfarçado
Além do valor da casa, a família Moraes ainda desembolsou R$ 240 mil de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), valor adicional à compra, o que só aumenta a controvérsia sobre a magnitude da aquisição.
Antes de mudarem para a mansão, o casal Moraes vivia em um apartamento funcional do STF na Asa Sul, em Brasília, enquanto também possuem outro imóvel de luxo no bairro Jardim Europa, em São Paulo.
Família Moraes não comenta o caso
Apesar de abordado pela assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes não comentou sobre a aquisição do imóvel e optou por manter silêncio diante das polêmicas que a compra gerou. A coluna, por questões de segurança, decidiu não divulgar o endereço nem imagens da mansão.
O impacto dessa compra
A transação de uma mansão de R$ 12 milhões, com pagamento à vista e realizada por uma empresa associada à família de um ministro do STF, gerou questionamentos sobre a origem do dinheiro e o impacto de tal gasto no momento atual de tensões políticas e sociais.
O caso acende um debate sobre transparência e ética em relação aos gastos públicos e privados de autoridades do alto escalão e o contraste entre o luxo privado e a realidade das dificuldades enfrentadas pela população.
Essa compra de magnitude astronômica pode ser apenas o começo de uma série de questionamentos sobre como as autoridades públicas lidam com o acúmulo de riqueza em meio a um sistema político e econômico que, frequentemente, é alvo de críticas pela disparidade social.





