Manaus viveu, em menos de um mês, três grandes apagões que deixaram moradores da capital e de pelo menos seis municípios do interior sem energia elétrica por mais de 10 horas no total. A sequência de falhas na rede elétrica levantou questionamentos da população sobre a estabilidade do fornecimento e a transparência das informações prestadas pelos órgãos responsáveis.
Quando aconteceram os apagões e quem foi afetado?
- 7 de março: o primeiro apagão afetou Manaus e as cidades de Parintins, Itacoatiara e Presidente Figueiredo.
- 27 de março: vinte dias depois, bairros da capital amazonense enfrentaram novo blecaute.
- 2 de abril: o episódio mais recente atingiu novamente Manaus e também os municípios de Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Parintins e Itacoatiara.
Ao todo, mais de 3 milhões de imóveis foram afetados. Veja os números por município, segundo a Amazonas Energia:
- Manaus: 2.640.000
- Parintins: 96.372
- Itacoatiara: 103.598
- Manacapuru: 101.883
- Presidente Figueiredo: 33.004
- Iranduba: 67.114
O que causou as interrupções?
Apesar de não fornecer explicações detalhadas, a Amazonas Energia informou os pontos de falha nas linhas de transmissão:
- 7 de março: desligamento da linha de 500 kV Jurupari-Silves;
- 27 de março: falha na linha de 230 kV Lechuga-Manaus, que integra o Sistema Interligado Nacional (SIN);
- 2 de abril: desligamento da linha de 500 kV Jurupari-Oriximiná.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) foi procurado pelo g1 para esclarecer as causas técnicas e a possibilidade de recorrência, mas ainda não deu retorno.
Quanto tempo a energia demorou para voltar?
A soma dos tempos de interrupção ultrapassa 10 horas, o que coloca Manaus na média nacional de duração de quedas de energia — 10 horas e 14 minutos, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Veja o tempo de restabelecimento em cada caso:
- 7 de março: cerca de 1h30 sem energia;
- 27 de março: cerca de 6 horas;
- 2 de abril: aproximadamente 3h40.
Apesar das informações técnicas iniciais, a população ainda não recebeu explicações completas sobre a sequência dos apagões — nem por parte da concessionária, nem do ONS ou do Ministério de Minas e Energia. A ausência de um posicionamento detalhado levanta preocupações sobre a vulnerabilidade do sistema e a possibilidade de novos blecautes.
Enquanto isso, moradores relatam prejuízos, transtornos no cotidiano e a insegurança de conviver com um serviço essencial instável.





