A Prefeitura de Manaus iniciou esta semana uma das operações logísticas mais complexas da educação pública brasileira. Sob a coordenação direta do prefeito David Almeida, a “Megaoperação Logística na Amazônia” enviou mais de 29 toneladas de alimentos e novos equipamentos para atender 48 escolas situadas nas calhas dos rios Negro e Amazonas, garantindo o abastecimento total para os próximos 30 dias.
O esforço concentrado, realizado por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), visa antecipar o fornecimento devido ao calendário diferenciado da zona rural, onde as aulas começam e terminam mais cedo em função do regime de vazante dos rios.
Divisão Estratégica e Nutrição
A operação foi dividida em dois grandes eixos fluviais para otimizar as entregas:
Eixo Rio Negro: Uma balsa partiu na terça-feira (6) carregando 19 toneladas de suprimentos para atender 29 escolas.
Eixo Rio Amazonas: Nesta quarta-feira (7), o prefeito acompanhou a saída de outra embarcação com 10 toneladas destinadas a 19 unidades de ensino.
O cardápio enviado segue o mesmo padrão nutricional das escolas da zona urbana, incluindo itens básicos e proteínas congeladas, como carne bovina (patinho), frango, peixe (tambaqui) e polpas de frutas, garantindo até três refeições diárias para os alunos.
Investimento Recorde na Alimentação Escolar
Durante o acompanhamento do carregamento, David Almeida destacou o salto nos investimentos para a merenda em Manaus.
“Quando iniciamos a gestão, o investimento era de R$ 47 milhões. No ano passado, chegou a R$ 117 milhões e, neste ano, a tendência é alcançar os R$ 130 milhões. Criança bem alimentada aprende mais e melhor”, afirmou o prefeito.
Além do alimento, a prefeitura ressaltou que 80% das 85 escolas rurais já foram reformadas ou reconstruídas, substituindo estruturas de madeira por alvenaria climatizada.
Referência Internacional
A complexidade de levar comida e infraestrutura a comunidades que ficam a até quatro dias de viagem de balsa da capital transformou Manaus em um modelo de estudo. Segundo o secretário de Educação, Junior Mar, a logística manauara tem despertado o interesse de órgãos como o Unicef e representantes de outros países da América Latina, que buscam entender como a cidade mantém a eficiência alimentar em áreas de difícil acesso.
Futuro Sustentável: Energia Solar
Como novidade, o prefeito anunciou estudos para mudar a matriz energética das escolas ribeirinhas. O objetivo é substituir geradores a diesel por painéis de energia solar, reduzindo custos e garantindo uma operação mais limpa e silenciosa para o ambiente escolar.
A operação mobiliza cerca de 300 profissionais e deve ser concluída nos próximos dias, com a chegada das balsas às comunidades mais remotas da capital.
Destaques da Operação em Números:
48 escolas atendidas nos rios Negro e Amazonas.
29 toneladas de alimentos enviados.
300 profissionais envolvidos na logística.
3 refeições por turno (café da manhã, almoço e merenda).





