Manaus | 4 de junho de 2026 | 09:48:26

Manaus é a sexta capital mais violenta contra LGBTQIAPN+ no Brasil

O “Observatório 2024 de Mortes Violentas de LGBT+”, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia, revelou que Manaus é a sexta capital mais violenta do Brasil para a comunidade LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais, Pan/ Poli, Não-binários e mais). A capital amazonense registrou seis mortes ao longo de 2024, ficando atrás de Fortaleza (CE), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Salvador (BA), que liderou.

Salvador e São Paulo, como capitais mais perigosas, registraram 14 e 13 mortes, respectivamente, concentrando mais de 30% dos casos.

Região Norte registra aumento de 100% nas mortes

O levantamento apontou um crescimento alarmante na Região Norte, que registrou 34 mortes de pessoas LGBTQIAPN+ em 2024, representando 11,68% do total nacional. Esse número é o dobro do registrado em 2023, quando a região contabilizou 17 casos (6,61%).

Brasil: o país mais violento para LGBTQIAPN+ no mundo

O Brasil continua sendo o país com o maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBTQIAPN+ no mundo. Foram registradas 291 mortes violentas em 2024, um aumento de 8,83% em relação a 2023, quando ocorreram 257 casos. Uma morte dessa população acontece a cada 30 horas no país.

Homens gays são as principais vítimas, com 165 mortes, seguidos por travestis e mulheres trans (96), lésbicas (11), bissexuais (7) e homens trans (6).

A mídia de idade das travestis e mulheres trans assassinadas é de apenas 24,64 anos, destacando a trágica realidade de que muitas não chegam aos 35 anos.

Perfil das mortes e subnotificações

Em 2024, 269 mortes foram graves como homicídios (93,81%), incluindo homicídios, latrocínios e feminicídios. O relatório também acordou 18 suicídios (6,19%), dois a menos que em 2023, embora o número possa ser maior devido à subnotificação.

“O pequeno número de suicídios reflete a subnotificação, pois trata-se de um tema tabu e sujeito a restrições de divulgação”, aponta o relatório.

Entre as formas de violência, destacam-se mortes por armas brancas (22,36%) e armas de fogo (21,65%), além de espancamentos, asfixias, apedrejamentos, esquartejamentos e atropelamentos propositais.

O levantamento, realizado há 45 anos com base em notícias e denúncias enviadas à ONG, reforça a necessidade de ações efetivas para combater a violência contra a população LGBTQIAPN+ no Brasil.

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