Manaus amanheceu encoberta por uma “neblina” de fumaça, neste sábado (10). O fenômeno é causado, principalmente, pelas queimadas que acontecem no Sul do Amazonas e estados vizinhos, conforme informou a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
No ano passado, Manaus chegou a ser considerada a capital com a pior qualidade, de acordo com o relatório Mundial da Qualidade do Ar. A motivação para a piora nos níveis de poluição se deu por conta da seca histórica registrada no Amazonas em 2023, que se repete neste ano.
Alguns bairros das zonas Sul e Oeste foram os mais afetados pelo fenômeno neste dia.
No bairro Morro da Liberdade, por exemplo, o índice de poluição do ar que é considerado muito ruim entre 75 e 125, atingiu 89.9. Em Aparecida, outro bairro da Zona Sul, o nível chegou em 82.3, enquanto no bairro Compensa, o nível atingiu em 83.2 em determinado período desta manhã.
O sistema também registrou, que neste sábado (10), mais de 51 μm/m³ (micrómetro por metro cúbico de AR) atingiram níveis ruins e prejudiciais a saúde humana.
A Defesa Civil informou que uma frente fria chegou ao sul do estado e mudou a rota dos ventos levando a fumaça das queimadas para a região metropolitana, o que casou a “neblina” de fumaça na capital amazonense.
Emergência ambiental
O Amazonas está em emergência ambiental devido aos focos de calor. Ao todo, são 22 dos 62 municípios do estado nessa situação. Segundo o estado, durante o período de 180 dias está proibido a prática de fogo, com o sem uso de técnicas de queima controlada.
Combate
O Corpo de Bombeiros está atuando desde junho no sul do Estado, por meio da Operação Aceiro. De acordo com a Sema, entre 3 de junho e 9 de agosto, as equipes combateram mais de 5 mil focos de incêndios.
Além disso, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) também têm trabalhado no combate às queimadas na região.





