O dia 3 de março marca o Dia Mundial da Audição, uma data voltada à conscientização sobre a saúde auditiva e à importância da prevenção da perda de audição. Em 2025, o alerta ganha ainda mais força com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS): mais de 1 bilhão de pessoas, entre 12 e 35 anos, estão em risco de perder a audição de forma permanente.
De acordo com a OMS, cerca de 217 milhões de pessoas nas Américas já vivem com perda auditiva. Até 2050, esse número pode chegar a 322 milhões, caso não sejam adotadas medidas de prevenção.
Um dos principais vilões é o uso inadequado de fones de ouvido, especialmente entre os jovens. A exposição prolongada a sons em volume superior a 85 decibéis — comum em músicas altas, ambientes barulhentos e até transmissões de vídeo — pode causar perda auditiva temporária ou permanente, além de zumbido constante no ouvido.
Jovens são os mais afetados
A fonoaudióloga e especialista em audiologia, Dra. Tatiana Menezes, destaca que o uso de fones em altas intensidades e por longos períodos é um dos hábitos mais perigosos. “Além disso, o uso de medicamentos sem prescrição médica pode agravar o risco de perda auditiva precoce”, alerta.
Segundo ela, a prevenção passa por atitudes simples:
- Reduzir o volume dos fones
- Evitar longas exposições sem pausas
- Usar protetores auriculares em locais com muito barulho
- Fazer avaliações auditivas regularmente
Tecnologia e quebra de estigmas
Dra. Tatiana também chama atenção para o estigma ainda presente em relação ao uso de aparelhos auditivos. “Hoje, os aparelhos são discretos e tecnologicamente avançados. Já existem modelos com inteligência artificial, que se adaptam automaticamente ao ambiente”, explica.
Cuidados diários
Além do uso consciente de fones, ela destaca outros cuidados importantes:
- Não introduzir objetos no canal auditivo, como cotonetes
- Tratar doenças como otites com acompanhamento médico
- Fazer check-ups auditivos anuais com otorrinolaringologista e fonoaudiólogo
Um alerta global
A perda auditiva pode impactar profundamente a comunicação, o bem-estar emocional, o desempenho escolar e a vida social. A OMS reforça que, com informação, prevenção e acesso a cuidados, é possível evitar grande parte dos casos.
“Ouvir bem é viver melhor. A prevenção começa com atitudes cotidianas”, finaliza a fonoaudióloga.







