MANAUS – O lançamento da 59ª edição do Festival Folclórico de Parintins, realizado nesta sexta-feira (13) no icônico Teatro Amazonas, deixou claro que o “maior espetáculo a céu aberto do mundo” é, acima de tudo, um robusto motor econômico para o Baixo Amazonas.
Os números impressionam e justificam o otimismo de organizadores e autoridades. No último ano, a “Ilha da Magia” recebeu cerca de 120 mil turistas, gerando uma receita direta de R$ 215,6 milhões, um salto de quase 20% em comparação a 2024. No acumulado desde 2019, o festival já injetou aproximadamente R$ 711 milhões na economia parintinense.
Engrenagem Cultural
Para o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade, o impacto do festival transcende os três dias de festa no Bumbódromo. Durante a abertura, ele destacou que a estrutura sustenta uma cadeia que vai do artesão no galpão ao tricicleiro na rua.
“Quando os bumbás entram na arena, estamos celebrando também o sustento de milhares de famílias. É o motor que gira a economia da ilha o ano todo”, pontuou Cidade, reforçando o papel do Legislativo na aprovação de projetos que viabilizam o espetáculo.
O governador Wilson Lima endossou a visão, tratando o festival como a “identidade de um povo” que exige parcerias sólidas para garantir a infraestrutura necessária ao volume crescente de visitantes.
Caprichoso e Garantido: A alma do negócio
Se os números brilham nos relatórios, a emoção fica por conta dos presidentes das agremiações, que já prometem uma disputa histórica para 2026.
Rossy Amoedo (Caprichoso): Com uma vida dedicada aos galpões, Amoedo projeta um espetáculo de 7h30 totalmente inovador. “Nossa responsabilidade é potencializar essa festa e mostrar nossa grandeza para o mundo”, afirmou.
Fred Góes (Garantido): Focou no valor imaterial da disputa. “Levamos à arena um espetáculo que carrega história, identidade e respeito à diversidade dos povos da Amazônia.”
Com a expectativa de que esta seja a “maior edição de todos os tempos”, Parintins se prepara para reafirmar que sua cultura não é apenas um patrimônio, mas um dos principais ativos de desenvolvimento do estado.





