Mãe mata filho autista e afirma que “colocou ele para dormir”: crime reacende debate sobre abandono e sobrecarga de cuidadores.
Uma mulher foi presa após confessar ter matado o próprio filho, uma criança autista, afirmando que queria “poupá-lo da dor”. O caso, que circula nas redes sociais por meio de vídeos e declarações da própria autora, gerou comoção nacional e reacendeu discussões sobre saúde mental, abandono institucional e a ausência de políticas de acolhimento para famílias com pessoas com deficiência.”Eu apenas coloquei ele para dormir… isso é o melhor para você”, diz a mãe, com frieza, em uma gravação que viralizou nesta semana.
O vídeo mostra a mulher relatando o crime sem demonstrar arrependimento aparente, o que pode indicar possível transtorno psicológico, segundo especialistas.
A identidade da criança não foi oficialmente divulgada. Informações preliminares indicam que o menino era autista e dependia integralmente da mãe para cuidados diários. Ainda não há confirmação sobre eventuais tentativas anteriores de buscar ajuda por parte da mulher.
O caso levanta questões urgentes:Onde estava a rede de proteção social?Que apoio psicológico essa mãe recebeu? Quantas mães estão sofrendo em silêncio por falta de estrutura e políticas inclusivas?Para a psicóloga clínica e especialista em famílias atípicas, Ana Beatriz Matos, “a sobrecarga emocional, somada à pobreza e ao isolamento, pode levar a situações-limite. O problema é que esses casos são silenciados até a tragédia acontecer.”
A Defensoria Pública e o Ministério Público devem apurar se houve negligência por parte de instituições responsáveis por acompanhar a família.Organizações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência e autistas pedem justiça e reforçam que o crime não pode ser romantizado ou relativizado sob a justificativa de sofrimento. “Não é amor, é homicídio. A dor não justifica a violência”, diz a ativista Clara F., do coletivo Vozes Atípicas.O caso segue sob investigação.










