Segundo familiares e amigos, mulher tinha receio da menina ser discriminada

O sentimento de culpa e o receio de discriminação podem ter levado uma mulher, de 46 anos, a matar a própria filha , de apenas quatro apenas, com um tiro na cabeça e se suicidar em seguida. A tragédia familiar aconteceu na cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, na última segunda-feira (21).

Segundo a Polícia Militar, a mulher havia confidenciado a familiares, há cerca de 15 dias, que se sentia culpada por acreditar que a gravidez tardia tenha provocado deficiências visual e cognitiva na filha. Além disso, ela também temia que a menina fosse discriminada pelas outras pessoas. 

Segundo O Tempo, o marido e outros dois filhos mais velhos estavam na rua quando o crime aconteceu. O homem relatou aos policiais que a esposa andava depressiva, mas que não esperava esse tipo de desfecho.

Mãe e filha foram sepultadas juntas nesta terça-feira (23). O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Sete Lagoas.