Manaus | 5 de junho de 2026 | 12:29:46

Mãe é solta após jogar bebê pela janela, responderá em liberdade por tentativa de infanticídio

Uma jovem de 18 anos, identificada como Rebeca de Paula Ferreira, foi beneficiada com liberdade provisória após ser presa sob a acusação de tentar matar o próprio filho recém-nascido, jogando-o de uma janela. O caso chocou a população do bairro Mauazinho, na Zona Leste da capital amazonense.

O episódio ocorreu na segunda-feira (7), quando Rebeca teria entrado em trabalho de parto sozinha no banheiro de casa. Após cortar o cordão umbilical com uma faca de cozinha, a jovem teria jogado o bebê ainda com vida por uma janela localizada nos fundos da residência, de uma altura aproximada de seis metros. O choro do bebê foi ouvido por vizinhos, que acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A criança foi encontrada ainda respirando, embora ferida, e levada às pressas à Maternidade Ana Braga. De acordo com boletim médico, o recém-nascido permanece na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), em condição estável e sem risco iminente de morte.

Rebeca foi detida no local e, segundo relatos de profissionais de saúde e policiais, apresentava sinais de confusão mental e comportamento psicótico. Por isso, foi encaminhada para avaliação psiquiátrica no Hospital João Lúcio, onde ficou sob observação.

Na terça-feira (8), a Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória à jovem, acolhendo parecer do Ministério Público. A decisão impõe o cumprimento de medidas cautelares, como: Proibição de ausentar-se de Manaus sem autorização judicial; Comparecimento regular em juízo; Acompanhamento psicológico obrigatório; Proibição de frequentar bares, boates ou consumir substâncias psicoativas.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). A Polícia Civil apura se o ato foi cometido em estado de surto mental ou se houve dolo. A defesa da jovem deverá apresentar laudos médicos nos próximos dias.

Especialistas destacam que o acompanhamento psicológico será determinante para a condução do processo penal e, possivelmente, para decisões sobre eventual custódia do bebê no futuro.

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