Uma jovem de 18 anos, identificada como Rebeca de Paula Ferreira, foi beneficiada com liberdade provisória após ser presa sob a acusação de tentar matar o próprio filho recém-nascido, jogando-o de uma janela. O caso chocou a população do bairro Mauazinho, na Zona Leste da capital amazonense.
O episódio ocorreu na segunda-feira (7), quando Rebeca teria entrado em trabalho de parto sozinha no banheiro de casa. Após cortar o cordão umbilical com uma faca de cozinha, a jovem teria jogado o bebê ainda com vida por uma janela localizada nos fundos da residência, de uma altura aproximada de seis metros. O choro do bebê foi ouvido por vizinhos, que acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A criança foi encontrada ainda respirando, embora ferida, e levada às pressas à Maternidade Ana Braga. De acordo com boletim médico, o recém-nascido permanece na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), em condição estável e sem risco iminente de morte.
Rebeca foi detida no local e, segundo relatos de profissionais de saúde e policiais, apresentava sinais de confusão mental e comportamento psicótico. Por isso, foi encaminhada para avaliação psiquiátrica no Hospital João Lúcio, onde ficou sob observação.
Na terça-feira (8), a Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória à jovem, acolhendo parecer do Ministério Público. A decisão impõe o cumprimento de medidas cautelares, como: Proibição de ausentar-se de Manaus sem autorização judicial; Comparecimento regular em juízo; Acompanhamento psicológico obrigatório; Proibição de frequentar bares, boates ou consumir substâncias psicoativas.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). A Polícia Civil apura se o ato foi cometido em estado de surto mental ou se houve dolo. A defesa da jovem deverá apresentar laudos médicos nos próximos dias.
Especialistas destacam que o acompanhamento psicológico será determinante para a condução do processo penal e, possivelmente, para decisões sobre eventual custódia do bebê no futuro.







