Gabriela Vier, de Santa Catarina, descobriu que seus quatro filhos – uma adolescente de 16 anos, duas gêmeas de 8 e um menino de 4 – são autistas. Após os diagnósticos, veio a maior surpresa: Gabriela também foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 33 anos, seguida pela descoberta do autismo em sua mãe, aos 55. “Foi um choque, mas também um alívio entender as dificuldades que sempre fizeram parte das nossas vidas”, conta Gabriela.
A história dessa família revela o impacto do diagnóstico tardio em mulheres, que muitas vezes passam despercebidas pelos critérios tradicionais de avaliação do autismo. Gabriela relembra sua infância, marcada por dificuldades sociais e sensoriais, que foram interpretadas como timidez ou “birras”. O diagnóstico trouxe explicações e estratégias para lidar melhor com as situações cotidianas, tanto para ela quanto para sua mãe.
Para Gabriela, a convivência com o TEA em três gerações se transformou em uma jornada de autoconhecimento e acolhimento. “Entender o autismo nos deu ferramentas para melhorar a comunicação e o relacionamento familiar. Hoje, vivemos com mais paciência e compreensão”, afirma. Ela também destaca a importância da visibilidade para o autismo em mulheres, frequentemente subdiagnosticadas, e reforça que cada pessoa autista é única, independentemente da idade.










