Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30/1) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não há rombo fiscal nas contas públicas do Brasil. Em sua defesa, o presidente alegou que o “rombo fiscal” mencionado por críticos existiu no governo anterior e que, se não fosse pela tragédia climática no Rio Grande do Sul, o governo teria alcançado um superávit.
Lula, ao ser questionado sobre as dificuldades financeiras do país, explicou que seu governo não adotará políticas fiscais irresponsáveis. “O que não posso é levar o povo mais humilde ao sacrifício”, afirmou o presidente. Ele também destacou que, em 2025, não haverá “outra medida fiscal”. Caso alguma ação se mostre necessária, garantiu, ela será tomada, mas sem comprometer a responsabilidade fiscal.
O presidente ainda aproveitou a oportunidade para reforçar sua visão de um Brasil voltado para a criação de uma classe média mais forte, afirmando que o país não pode retroceder nas políticas públicas, principalmente aquelas que visam garantir qualidade de vida à população mais pobre.
A declaração de Lula sobre a ausência de novos ajustes fiscais em 2025 foi vista com cautela por analistas, que apontam o aumento da pressão econômica sobre o governo, principalmente diante das dificuldades fiscais herdadas de gestões anteriores e do crescimento da dívida pública.
Ao negar qualquer novo “sacrifício” ao povo, Lula parece tentar mitigar críticas que surgiram desde o início de seu mandato, quando parte da sociedade e especialistas apontaram a necessidade de ajustes fiscais para garantir o equilíbrio das contas públicas. No entanto, a promessa de manter as finanças estáveis e a decisão de não adotar novas medidas fiscais em 2025 deixam em aberto questões sobre a sustentabilidade das atuais políticas econômicas do governo.





