Em meio à crise diplomática com Donald Trump e diante da escalada de discursos extremistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aderiu a um manifesto internacional em defesa da democracia. O documento, assinado também por líderes da América Latina e pelo governo da Espanha, destaca a necessidade de fortalecer as instituições e rejeitar as ameaças autoritárias que ganham espaço em diversos países.
O movimento ocorre na véspera da cúpula Democracia Sempre, que será realizada no Chile, reunindo chefes de Estado e governo da região. A carta aberta, segundo interlocutores do Planalto, é uma resposta direta ao avanço da extrema direita e ao ressurgimento de narrativas que colocam em xeque processos eleitorais, liberdades civis e o próprio Estado de Direito.
“A democracia não pode ser relativizada”, afirma um trecho do manifesto. “É dever de todos os governos zelar pela integridade das instituições e repelir qualquer tentativa de ruptura democrática.”
O gesto de Lula ocorre no momento em que o Brasil enfrenta novos atritos com Donald Trump e seus aliados, após declarações do ex-presidente americano contra a legitimidade de governos progressistas na América Latina. Segundo fontes diplomáticas, o Planalto enxerga o documento como uma forma de consolidar alianças políticas e reforçar o compromisso regional com o regime democrático.
Além de Lula, subscrevem o texto líderes como Gustavo Petro (Colômbia), Gabriel Boric (Chile), Andrés Manuel López Obrador (México) e Pedro Sánchez (Espanha), entre outros.
A cúpula no Chile deve aprofundar o debate sobre a defesa das democracias na América Latina, num cenário de tensões internas e ameaças autoritárias em vários países do continente.







