Enquanto o Brasil discute como equilibrar as contas públicas, a primeira pauta do Congresso Nacional em 2026 foi garantir o “andar de cima”. O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) subiu à tribuna nesta terça-feira (03) para denunciar o que chamou de um ataque direto ao bolso do contribuinte: um pacote de reajustes que deve custar mais de R$ 1 bilhão e que institucionaliza os chamados supersalários.
O “Drible” na Constituição
A grande crítica do parlamentar gira em torno de mecanismos que permitem que servidores da Câmara e do Senado recebam valores acima do teto constitucional (atualmente balizado pelos ministros do STF). Através de gratificações e conversões de benefícios, a elite do funcionalismo consegue burlar o limite legal, criando uma casta que vive em uma realidade paralela à do cidadão comum.
“Estamos falando de beneficiar quem já ganha mais, enquanto a população de baixa renda é quem financia essa estrutura”, disparou Kataguiri durante o discurso.
O Fim das Diferenças Ideológicas
Um dos pontos mais polêmicos levantados por Kim foi a rapidez e a “união” incomum entre parlamentares de diferentes espectros políticos. Quando o assunto é o aumento da própria estrutura, as brigas ideológicas parecem desaparecer.
Kataguiri criticou a falta de transparência e a tentativa de evitar a votação nominal, onde cada deputado precisa registrar publicamente o seu voto. Para ele, a medida é um desrespeito com quem paga impostos e espera ver o dinheiro público aplicado em serviços essenciais, e não em privilégios burocráticos.
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