Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:18:41

Kamylinha quebra o silêncio e defende Hytalo Santos, preso por tráfico humano e exploração de menores

kamylinha. vídeo reprodução

A influenciadora paraibana Kamylinha Santos, de 17 anos, publicou um vídeo nesta segunda-feira (18), no qual defende publicamente o influenciador Hytalo Santos, preso na última sexta-feira (15) por suspeita de tráfico humano e exploração de menores. A fala foi divulgada no perfil da mãe da jovem e retirada do ar pouco tempo depois, mas viralizou nas redes sociais.

Kamylinha, considerada uma das principais envolvidas no caso, afirmou que vê Hytalo como uma figura paterna e negou todas as acusações feitas contra ele. “Ele é um pai pra mim. E Deus não vai tirar esse amor de pai que eu vejo nele”, declarou emocionada no vídeo.

Influenciadora diz que Hytalo foi “refúgio”

A jovem influenciadora contou que enfrentou uma infância marcada por violência física e psicológica por parte do pai biológico, e que Hytalo teria sido seu “refúgio” e figura de proteção desde então. “Tive um genitor agressivo na minha infância, que batia na minha mãe e batia em mim. Ele [Hytalo] me apresentou Deus, me mostrou que eu podia sentir amor de pai. Eu não seria nada sem ele.”

Kamylinha ainda afirmou que tudo o que conquistou nos últimos anos, incluindo a casa onde mora com a mãe e seu quarto próprio, foi graças ao influenciador.“Kamylinha hoje não seria nada sem Hytalo”, afirmou.

Relação próxima desde os 12 anos

Kamylinha aparece nos conteúdos de Hytalo desde os 12 anos, idade em que passou a morar com ele. Na época, o influenciador a apresentava como sua “filha” nas redes sociais, ao lado de outros adolescentes. Ela permaneceu nesse núcleo por cerca de 5 anos, até completar 17, quando seu perfil passou a ser gerenciado com foco comercial — incluindo ações publicitárias com casas de aposta, o que levou à suspensão de sua conta pelo Ministério da Fazenda.

Apesar do forte laço entre os dois, o conteúdo em que menores de idade apareciam dançando, sendo expostos e promovendo produtos levantou suspeitas de exploração infantil com fins lucrativos. O influenciador Felca foi um dos primeiros a denunciar publicamente o grupo, apontando a prática como “adultização infantil” nas redes

Hytalo está preso; investigações continuam

Hytalo Santos foi preso preventivamente na Paraíba na última sexta-feira (15). A prisão ocorreu após denúncias de tráfico humano, exploração sexual e uso de menores em conteúdos digitais com monetização. O Ministério Público da Paraíba informou que investiga o caso desde 2024.

Hytalo ficou conhecido nas redes por produzir vídeos com adolescentes em uma casa, com um estilo semelhante ao de “realities” digitais. Em seus perfis, referia-se às jovens como “filhas” e aos rapazes como “genros”. A casa funcionava como ambiente de gravação e convivência. Com mais de 12 milhões de seguidores no Instagram e 5 milhões no YouTube, o influenciador gerava altos volumes de audiência e receita com a exposição de conteúdos diários.

Repercussão nas redes e debate sobre exploração infantil

O vídeo de Kamylinha dividiu opiniões e reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade de crianças e adolescentes no ambiente digital, especialmente quando envolvem figuras públicas com grande influência sobre jovens.

Enquanto alguns internautas demonstram empatia pela história pessoal da influenciadora, outros destacam os sinais de possível manipulação emocional, dependência psicológica e relações de poder presentes nesse tipo de vínculo.

Especialistas alertam que, mesmo em casos onde exista afeto ou gratidão, isso não anula ou justifica a prática de crimes contra crianças e adolescentes. A defesa feita por Kamylinha é vista com preocupação por setores da sociedade civil e de proteção da infância, especialmente porque a adolescente é diretamente ligada aos conteúdos que estão sob investigação.

O que se sabe até agora:

  • Hytalo Santos está preso, investigado por tráfico humano e exploração de menores.
  • Kamylinha, de 17 anos, é uma das principais envolvidas e defendeu o influenciador em vídeo.
  • A adolescente relatou ter vivido com ele desde os 12 anos e o considera uma figura paterna.
  • Vídeo com a defesa foi apagado, mas repercutiu nas redes sociais.
  • Ministério Público da Paraíba continua apurando o caso, que envolve denúncias anteriores.
  • Perfis de ambos foram removidos das redes por envolvimento com conteúdo impróprio ou publicidade irregular.

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