A Justiça Federal determinou a suspensão da posse de 39% das cotas do grupo empresarial Chibatão, que estavam em nome de Tatiane Pereira da Silva, viúva de Valdecy da Silva Oliveira, conhecido como “Passarão”.
A medida, proferida em decisão da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas, atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) no bojo das investigações da Operação Sangria, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do governo estadual durante a pandemia de Covid-19.
De acordo com o MPF, as cotas da empresa foram atribuídas à viúva de forma fraudulenta, com o objetivo de ocultar bens adquiridos com recursos ilícitos. Valdecy, apontado como sócio oculto do Grupo Chibatão, foi citado nas investigações como elo entre operadores políticos e empresários beneficiados por contratos superfaturados com o governo do Amazonas.
Além da suspensão das cotas, a decisão também impede qualquer movimentação societária relacionada à parte atribuída a Tatiane, incluindo vendas, transferências ou alterações contratuais, como forma de garantir a preservação do patrimônio até o julgamento definitivo da ação.
O Grupo Chibatão, um dos maiores operadores portuários da Região Norte, não se pronunciou oficialmente até o momento. A empresa já foi mencionada em outras fases da Operação Sangria por supostos favorecimentos em contratos com o Estado.
O processo segue sob segredo de Justiça, e novas diligências podem ser determinadas a qualquer momento.





