O governo dos Estados Unidos produziu um total de 819 documentos, correspondentes a 3.300 páginas, de monitoramento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o período de 1966 a 2019, ou seja por um período que equivale a 53 anos.
Esses registros foram solicitados ao longo desses anos, conforme revelado pelo biógrafo do presidente, o jornalista e escritor Fernando Morais, e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo.
A Agência Central de Inteligência (CIA) foi identificada como o principal órgão responsável pela maior parte desses documentos, tendo produzido 613 dos registros e aproximadamente 2.000 páginas de conteúdo sobre o presidente brasileiro.
Os dados revelam a profundidade da espionagem, que se estendeu por diferentes fases da vida de Lula, incluindo sua trajetória sindical, sua atuação como presidente e seus anos posteriores. Essa vigilância meticulosa demonstra a preocupação americana com a influência política de Lula no Brasil e na América Latina.
Fernando Morais, que trouxe à tona esses documentos, destaca a importância dessa revelação para compreender a relação entre o Brasil e os Estados Unidos durante esse período. A divulgação dos registros expõe a persistente atenção dos EUA em figuras políticas emergentes no cenário global.





