Manaus | 4 de junho de 2026 | 16:32:21

Israel acusa Irã de atingir civis em Tel Aviv e pede apoio internacional

Israel declarou nesta sexta-feira (13) que novos ataques do Irã atingiram civis em Tel Aviv, deixando feridos e danificando prédios na região central da cidade. Explosões também foram ouvidas em Jerusalém. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), os mísseis iranianos tinham como alvo áreas residenciais, o que gerou um apelo para que a comunidade internacional se manifeste.

“Civis israelenses estão sendo atacados pelo regime iraniano. O mundo não pode permanecer em silêncio”, afirmou o exército israelense nas redes sociais.

De acordo com o jornal Haaretz, ao menos 15 pessoas ficaram feridas em Tel Aviv. A ofensiva do Irã foi classificada como uma das mais intensas até agora, com o lançamento de centenas de mísseis balísticos, segundo a imprensa estatal iraniana. A Guarda Revolucionária do país declarou que o ataque foi uma resposta direta a bombardeios israelenses realizados na noite anterior contra alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações militares e nucleares.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou Israel de “iniciar uma guerra” e prometeu vingança. “A nação iraniana não deixará o sangue de seus mártires sem resposta”, afirmou, reforçando que a retaliação está apenas começando. Um porta-voz da Guarda Revolucionária declarou à agência Reuters que Israel “pagará caro”.

Enquanto isso, as FDI informaram que seu sistema de defesa foi acionado e que as explosões vistas nas cidades israelenses foram causadas tanto pelos impactos diretos quanto pela interceptação dos mísseis. Apesar da TV estatal iraniana afirmar que um caça israelense foi abatido e o piloto capturado, o governo israelense desmentiu a informação.

Em paralelo, Israel lançou novos ataques contra o Irã. Explosões foram ouvidas nos arredores de Teerã e, segundo a mídia iraniana, sistemas de defesa interceptaram parte dos mísseis. O governo israelense afirma que sua operação tem o objetivo de frear o avanço do programa nuclear iraniano. Entre os mortos na ofensiva israelense estão o comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do Irã, Mohammad Bagheri, além de dois cientistas nucleares.

A agência iraniana Fars relatou 78 mortes e 329 feridos nos ataques conduzidos por Israel.

O Irã classificou a ação como uma “declaração de guerra”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, pedindo uma resposta imediata. Poucas horas depois, uma reunião emergencial foi convocada.

O general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, também responsabilizou os EUA pelos bombardeios, afirmando que tanto americanos quanto israelenses “vão pagar um alto preço”.

O governo dos EUA negou participação direta nos ataques. O secretário de Estado afirmou que Israel agiu de forma independente e que a prioridade americana é proteger suas tropas na região. Mesmo assim, o ex-presidente Donald Trump pressionou o Irã por um novo acordo nuclear, alertando que o tempo está se esgotando.

As tensões aumentam em meio a denúncias de que o Irã está próximo de ter material suficiente para produzir armas nucleares. Em pronunciamento, o premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o país está em um “momento decisivo” e que continuará a agir “pelo tempo que for necessário” para se defender da ameaça iraniana.

Segundo as autoridades israelenses, o Irã é hoje o maior financiador do terrorismo global e representa uma ameaça direta à existência do Estado de Israel.

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