O governo do Irã agendou para esta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a execução de Erfan Soltani, de 26 anos, preso durante protestos antigovernamentais no país.
O caso gerou forte repercussão internacional e críticas severas de entidades de direitos humanos e da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa e ONGs, Erfan Soltani foi detido em meio às manifestações contra o regime iraniano e submetido a um processo judicial extremamente rápido, sem direito à ampla defesa.
Relatos apontam que ele não teve acesso a um advogado e que o julgamento não respeitou garantias básicas previstas no direito internacional.
Ainda de acordo com essas organizações, a família do jovem teria recebido autorização para uma visita final de apenas dez minutos, pouco antes da data marcada para a execução.
O episódio reacendeu denúncias sobre o uso da pena de morte como forma de repressão política no Irã.
A ONU e diversas entidades humanitárias classificaram o caso como uma grave violação dos direitos humanos, pedindo a suspensão imediata da execução e o respeito ao devido processo legal.
Governos estrangeiros também manifestaram preocupação e condenação diante da decisão das autoridades iranianas.





