Os veículos de comunicação de todo Brasil aguardavam hoje o comunicado do Instituto Butantã sobre a eficácia da vacina CoronaVac, produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Havia uma grande expectativa sobre a eficácia da vacina, porém o Instituto Butantã não revelou números, o que frustrou a imprensa e deixou os brasileiros preocupados com a garantia do imunizante.

Cientistas que cuidam das pesquisas da CoronaVac no Brasil explicam que vão esperar o resultado de outros testes feitos pelo laboratório Sinovac, que possui frentes de vacinação em outros países.

O percentual de eficácia da vacina não foi anunciado, mas segundo o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, foi superior ao valor mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 50%.

Se o imunizante produzido pelo Instituto Butantã tiver eficácia de 50%, isso significa que metade do grupo que tomar a vacina ficará protegido contra o coronavírus. A outra metade continuará suscetível à doença.

No Brasil, a CoronaVac foi testada em 16 centros de pesquisas, em sete Estados e no Distrito Federal. Treze mil voluntários brasileiros participaram dos testes, informou o Instituto Butantã.

Na contra mão das dúvidas sobre a vacina chinesa, na Inglaterra foi revelado que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford possui 90% de eficácia.

Os dados ainda não foram revisados por outros cientistas, nem publicados em revista científica, porém são uma esperança para quem espera um imunizante mais confiável.

De acordo com os cientistas de Oxford, a vacina teve 90% de eficácia quando administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, de acordo com dados de testes no Reino Unido e no Brasil.

Esse foi o regime de menor dose – o que foi um ponto positivo para os pesquisadores – porque significa que mais pessoas poderão ser vacinadas.