Manaus | 18 de agosto de 2026 | 16:25:09

Indonésia entra no Brics com a maior economia do Sudeste Asiático

O governo brasileiro anunciou, nesta segunda-feira, o ingresso da Indonésia no Brics. O grupo é formado por nações emergentes e tem como objetivos o fortalecimento do Sul Global e a redução da dependência do dólar no comércio entre seus membros. 

A entrada do país asiático no Brics já havia sido aprovada pelo bloco durante uma cúpula de líderes na África do Sul, em agosto de 2023. Porém, o governo indonésio informou que preferia consolidar seu ingresso no Brics — que este ano é presidido pelo Brasil, depois das eleições presidenciais de 2024. O vencedor do pleito foi Prabowo Subianto, ex-general de 73 anos. 

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou que a a entrada da Indonésia foi aprovada por consenso, na cúpula de Joannesburgo, na África do Sul. A Indonésia é o país mais populoso (cerca de 270 milhões de habitantes) e com a maior economia (PIB de US$ 1,4 trilhão) do Sudeste Asiático. 

“O governo brasileiro saúda o governo indonésio por seu ingresso no Brics”, diz um trecho da nota do Itamaraty. 

De acordo com o comunicado, a Indonésia partilha com os demais membros do grupo o apoio à reforma das instituições de governança global. O país, diz o texto, está comprometido com os temas prioritários para a presidência brasileira no Brics, com destaque para o fortalecimento do Sul Global. 

Até 2023, o Brics tinha como integrantes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na cúpula de Joanesburgo, juntaram-se ao bloco Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos e Etiópia. A Arábia Saudita também foi anunciada como um dos novos membros, mas ainda formalizou seu ingresso. 

No ano passado, durante uma reunião de líderes do Brics, na cidade russa de Kazan, foram aprovados como “parceiros”, ou seja, sem serem membros plenos, Turquia, Indonésia, Argélia, Belarus, Cuba, Bolívia, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria e Uganda. A Venezuela tentou entrar para o grupo, mas o Brasil vetou, devido à situação política no país: o atual presidente Nicolás Maduro até hoje não conseguiu comprovar que venceu a eleição de julho de 2024.

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