Manaus | 19 de outubro de 2026 | 17:42:55

Impacto “123 Milhas”: ações da CVC sobem 21% na bolsa e refletem tendência de segurança

Efeito da crise na 123 Milhas eleva valorização da CVC, vista como alternativa confiável para consumidores.

No cenário da bolsa de valores brasileira nesta quarta-feira (30/8), a CVC desponta com maior valorização do pregão.

Por volta das 11h30, as ações da empresa experimentaram um salto de 21,72%, cotadas a R$ 2,69. Esta performance se destaca como o aumento mais significativo até o momento da sessão.

A aparência que tem impulsionado a CVC é o chamado “efeito 123 Milhas”. O anúncio do concorrente 123 Milhas sobre sua apresentação de pedido de recuperação judicial repercutiu no mercado e influenciou positivamente a valorização da CVC nas bolsas.

O requerimento de recuperação judicial de 123 Milhas foi encaminhado para a 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, Minas Gerais, e envolve uma causa de R$ 2,3 bilhões.

A empresa alegou que fatores “internos e externos” desenvolveram para um aumento significativo dos passivos nos últimos anos, motivando o pedido. A 123 Milhas planeja utilizar uma recuperação judicial para administrar suas obrigações de maneira estruturada.

No dia 18 de agosto, a 123 Milhas interrompeu a venda de pacotes de viagens e emissão de passagens aéreas em promoção para o período de setembro a dezembro.

Especialistas no setor sinalizam que uma crise na 123 Milhas possivelmente induzirá os consumidores de agências de turismo a buscar alternativas mais seguras para adquirir pacotes de viagem. Nesse sentido, a CVC, uma marca robusta e consolidada, poderá ser vista como uma opção confiável.

Apesar do aumento expressivo quarta-feira, as ações nesta da CVC ainda acumularam uma queda de 45% no ano.

Na noite de terça-feira (29/8), a CVC anunciou um programa de recompra de debêntures no valor de R$ 75 milhões. As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captação de recursos, e os debenturistas são seus detentores. A recompensa estaria relacionada às cláusulas contratuais, que excluiria a recompensa em caso de aumento de capital superior a R$ 125 milhões.

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