Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:25:27

Homem que teve pênis cortado revela drama para reconstrução do membro

Homem que teve pênis amputado pela esposa enfrenta dificuldades para retomar cirurgia de reconstrução. Gilberto Nogueira de Oliveira, conhecido como Tony, de 40 anos, relatou que vem enfrentando dificuldades no processo de reconstrução do próprio pênis nas últimas semanas.

Ele teve o órgão genital amputado pela esposa, Daiane dos Santos Faria, em dezembro de 2023, após ela descobrir uma traição com a sobrinha de 15 anos, no dia do aniversário da adolescente.

Segundo Tony, uma emissora de televisão estava custeando as consultas médicas relacionadas à cirurgia de reimplante. O processo “estava todo encaminhado”, com a realização de exames e consultas preliminares.

No entanto, o projeto da emissora foi descontinuado, interrompendo o andamento do procedimento. — O médico me falou que, por enquanto, está parado, porque eram eles [a emissora] que iriam pagar a questão do hospital — explicou Gilberto.

Além da cirurgia, a mesma emissora havia prometido ajudar na celebração do casamento entre Gilberto e Daiane, que está presa desde o crime.

Ela foi condenada a quatro anos e oito meses de prisão. — Nesses últimos 15 dias aconteceu tanta coisa. Fico chateado, mas não desanimo — declarou ele.

As más notícias não pararam por aí. Nos últimos dias, Daiane foi reprovada no exame criminológico, um procedimento realizado por um profissional de saúde mental para avaliar se a detenta está apta a voltar ao convívio social.

Mesmo assim, Gilberto afirmou estar disposto a retomar o relacionamento com a ex-companheira. — O que eu quero é refazer minha vida com ela, para desfazer o mal que eu fiz para ela também — declarou.

Ele contou que mantém contato com Daiane por meio de cartas e leu um trecho de uma delas: — “Venho aprendendo muita coisa com os livros. Uma pena que não tenho com quem compartilhar. A minha vida era compartilhada com você”, escreveu ela.

Gilberto também respondeu aos comentários que sugerem que ele estaria buscando vingança ao reatar com a esposa: — Isso não passa na minha cabeça.

Ele afirmou que Daiane já esperava ser reprovada no exame, alegando que a psicóloga responsável pela avaliação teria demonstrado antipatia: — Ela percebeu que as perguntas tinham a intenção de prejudicá-la.

Apesar da reprovação, o casal deseja se reconciliar, ainda que suas famílias sejam contra a retomada da relação: — Eu sou muito grato à minha família, mas meu coração fala diferente. Tudo vai depender da vontade de Deus, mas a minha e a dela é a reconciliação — disse.

Gilberto também afirmou que pretende depor a favor de Daiane na audiência relacionada ao crime:
— Minha intenção é dar um depoimento favorável, para tentar que ela pegue o menor tempo de cadeia possível, ou até mesmo liberdade provisória.

Como foi o crime

O caso aconteceu em Atibaia, interior de São Paulo, em dezembro de 2023. Após descobrir a traição, Daiane esperou Gilberto em casa. Durante uma relação sexual, amarrou as mãos do companheiro com uma peça íntima e, com uma navalha, amputou o pênis dele. Em seguida, jogou o órgão na privada e deu descarga, impossibilitando o reimplante. Ela também tirou uma foto do membro amputado antes de se dirigir, acompanhada do irmão, até a delegacia para confessar o crime.

— Boa noite, moço. Eu vim me apresentar porque acabei de cortar o pênis do meu marido — disse Daiane ao policial, conforme o boletim de ocorrência.

A vítima, ainda ferida, caminhou até a UPA mais próxima em busca de atendimento médico. Apesar da violência do crime, Gilberto diz ter perdoado a companheira, e o perdão foi utilizado pela defesa dela em um pedido de liberdade provisória, que foi negado pela Justiça.

Daiane está presa há mais de 90 dias e, em depoimentos, relatou que foi abusada sexualmente por um irmão quando tinha 12 anos, o que teria desencadeado gatilhos no momento da descoberta da traição.

O resultado negativo do exame criminológico foi discutido entre o casal na última visita feita por Gilberto, no dia 30 de março. A reprovação impede a progressão para o regime semiaberto, algo que a defesa esperava nos próximos meses.

Segundo Gilberto, Daiane não ficou incomodada com o resultado e expressou preferência por cumprir o restante da pena no regime fechado. Ela está detida em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, e já se adaptou à rotina no presídio, onde trabalha e mantém boa relação com outras detentas.

— Embora o semiaberto seja um progresso, ela prefere sair direto. Nem que tenha que ficar mais dois ou três meses, mas sair direto. Ela disse que não tem tanta pressa — finalizou Gilberto.

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