O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, virou alvo de memes que o associam à criação de novos impostos.
As críticas se intensificaram nos últimos dias por causa da aprovação, na última quarta-feira (10), do PLP (Projeto de Lei Complementar) 68 de 2024, que regulamenta a reforma tributária, que taxa alimentos ultraprocessados, cervejas e outros produtos.
Entre as mudanças repudiadas também estão a tributação de compras em plataformas internacionais, as chamadas “taxas das blusinhas”, como ficou popularmente conhecida a taxação das compras internacionais de até US$50 por pessoas físicas. Prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, ela incidirá nas compras em plataformas como AliExpress, Shein e Shopee, entre outras.
Atualmente, o consumidor paga 17% de ICMS e, no próximo mês, também deverá pagar 20% do imposto de importação se comprar de um vendedor no exterior. A retomada da taxação foi aprovada no Congresso Nacional com os defensores alegando ser necessário igualar as lojas estrangeiras às nacionais.
Essa taxação das encomendas internacionais não é o único imposto citado nos memes com Haddad. A proposta de taxação dos bilionários e o projeto de regulamentação da reforma tributária também estão entre os temas que influenciaram as postagens.
Memes e figurinhas de WhatsApp exibem um Fernando Haddad como um implacável aumentador de impostos e o algoz do terceiro governo Lula. “Taxad”, “Zé do Taxão”, “Taxa Humana”. Ele ainda chegou a aparecer em “capas de filme” com paródias que utilizam referências a taxas e impostos. O menino do pijama taxado e Taxa de elite são alguns dos exemplos de memes que estão sendo compartilhados nas redes sociais.
Reação do ministro
Na sexta-feira (12), Haddad disse notar um “descolamento” entre os indicadores da economia e a percepção da população. “Não bate com a realidade”, afirmou o ministro, no 19º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo. Entre os bons números, ele citou a inflação controlada e a queda do desemprego. E completou:
“Nós temos um desafio comunicacional hoje, porque quando você pergunta se a pessoa está melhor do que no ano passado, ela diz que está. Quando você pergunta se a economia está melhor, ela diz que não necessariamente. Metade diz que está, metade diz que não está. Então, o que eu vejo na rede social é um negócio, sim, avassalador, avassalador de desinformação”.
O titular da pasta não comentou especificamente esses memes usando sua imagem, mas falou de modo geral sobre os ruídos de comunicação do governo.
Os memes
Elaborados e utilizados pela oposição para criticar o governo, os memes pejorativos furaram a bolha e também circulam em redes de esquerda. Veja exemplos:











