O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou uma greve no sistema de transporte público a partir desta terça-feira (26). A paralisação deve afetar 50% da frota de ônibus da capital e não tem prazo para terminar.
Por que a greve foi anunciada?
A decisão foi aprovada em assembleia na última sexta-feira (22), em resposta a atrasos no pagamento de salários e benefícios dos trabalhadores. Para tentar reduzir o impacto à população, o sindicato solicitou ao Sinetram (sindicato patronal) o remanejamento da frota para manter, no mínimo, 50% da operação durante o movimento grevista.
Além disso, o STTRM pediu à Justiça uma liminar para bloqueio das contas do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e do próprio Sinetram, como forma de pressionar o pagamento das verbas trabalhistas.
Greves anteriores e decisões da Justiça
O direito à greve dos rodoviários já foi reconhecido judicialmente, mas com restrições importantes. Em março de 2025, o TRT da 11ª Região proibiu a paralisação total e determinou que a categoria mantenha pelo menos 60% a 70% da frota em circulação, sob pena de multa de R$ 50 mil por hora em caso de descumprimento.
A decisão judicial também veta bloqueios de vias e manifestações nas proximidades das garagens das empresas de ônibus.
Próximos passos
Uma audiência de conciliação entre as partes está marcada para sexta-feira (29) no Tribunal Regional do Trabalho. Até lá, o impasse continua e os usuários do transporte coletivo devem se preparar para possíveis atrasos, superlotação e redução nas linhas.







