Na manhã deste sábado (14), a Polícia Federal prendeu o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022. A detenção ocorreu no Rio de Janeiro e está relacionada a investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral.
Braga Netto foi indiciado em novembro de 2024 por sua alegada participação em um plano que visava anular os resultados das eleições de 2022 e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. As investigações apontam que ele teria liderado um “gabinete de crise” com o general Augusto Heleno, com o objetivo de articular uma ruptura institucional.
Além disso, a Polícia Federal identificou que Braga Netto teria tentado obter informações sigilosas sobre a colaboração de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, com as autoridades. Essa tentativa de obstrução das investigações foi um dos fatores que levaram à sua prisão.
A prisão de Braga Netto ocorre em um contexto de crescente tensão política no país, com diversas figuras ligadas ao governo anterior sendo investigadas por supostas tentativas de desestabilizar o processo democrático. As autoridades reforçam a importância de preservar a ordem constitucional e a integridade das instituições democráticas.





