Enquanto o mundo observa com apreensão as tensões militares no Oriente Médio, o reflexo prático da crise atravessa o oceano e desembarca com força no Brasil. Em Amajari, no interior de Roraima, moradores registraram o momento em que o preço da gasolina comum atingiu a marca histórica de R$ 8,20 por litro.
O registro, que viralizou nas redes sociais, é o símbolo de uma nova crise energética global. Com o barril do petróleo rompendo a barreira dos US$ 100, o custo de transporte e logística no Brasil, especialmente em regiões isoladas, entra em estado de alerta máximo.
Resposta de Emergência do Planalto
Diante do risco de um efeito dominó que poderia encarecer desde o frete até o prato de comida do brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas drásticas. O objetivo é evitar que o consumidor final e os produtores arquem sozinhos com a volatilidade do mercado externo.
As principais ações anunciadas incluem:
Zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel: Foco total em manter o transporte de cargas rodoviário operante sem novos reajustes imediatos.
Subsídios Diretos: Intervenção financeira para amortecer o repasse de preços nas bombas.
Imposto sobre Exportação: Criação de um tributo regulatório sobre as exportações de petróleo para priorizar e baratear o abastecimento interno.
“O objetivo é evitar que a população e os setores produtivos arquem sozinhos com os custos da crise internacional e conter pressões inflacionárias sobre fretes e alimentos”, afirmou o presidente em nota.
O Medo da Inflação
Especialistas apontam que a alta em Roraima é um “termômetro” do que pode acontecer no restante do país caso o conflito internacional se prolongue. O controle dos combustíveis é visto hoje como a principal barreira para evitar que a inflação feche o ano acima das metas estabelecidas pelo Banco Central.






