Milhares de pessoas reuniram-se na capital iraniana, Teerã, para o funeral do líder político assassinado do Hamas, Ismail Haniyeh. Marcado por protestos e promessas de vingança a Israel.
Haniyeh morreu na madrugada de quarta-feira (31), depois de um ataque aéreo na capital iraniana. Ele estava no país para a posse do novo presidente.
Uma multidão acompanhou o caminhão que fazia o translado dos restos mortais de Haniyeh e um de seus guarda-costas que também morreu no ataque. Com bandeiras do Irã e da Palestina e fotos do terrorista, milhares de pessoas pediram vingança durante o funeral.
Irã e Hamas acusam Israel pelo ataque. O governo de Benjamin Netanyahu não assumiu a autoria do assassinato. O primeiro-ministro israelense disse apenas que seu país deu “golpes esmagadores” em aliados do Irã e que agressores enfrentarão um preço elevado.
“Perseguiremos Israel até arrancá-lo da terra da Palestina”, disse o ministro das Relações Exteriores do Hamas, Khalil Al Hayya, que participou da cerimônia.
Mesmo sem que o governo israelense tenha assumido autoria pela morte, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” para Israel. O novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, criticou a ação dentro do país. Ele afirmou que o Irã “defenderá sua integridade territorial” e disse que “Israel se arrependerá pelo assassinato covarde”.
Khamenei ordenou o ataque direto a Israel durante uma reunião de emergência do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã na manhã de quarta, logo após o país anunciar a morte de Haniyeh, segundo três autoridades iranianas não identificadas ouvidas pelo “New York Times”, incluindo dois membros da Guarda Revolucionária iraniana.
Netanyahu disse em pronunciamento na TV nacional israelense que vai cobrar um preço alto por qualquer agressão contra Israel.
Haniyeh será enterrado na capital do Catar, Doha, na sexta-feira (2), disse o Hamas. Antes do seu assassinato, Haniyeh passava a maior parte do tempo em Doha, onde o Hamas tinha um escritório político.






