Dois servidores públicos foram presos durante a “Operação Corsário 2” suspeitos de desviarem medicamentos e produtos hospitalares. As prisões foram realizadas no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e na Maternidade Azilda da Silva Marreiro, conhecida como Maternidade do Galileia. Até o momento, a identidade dos funcionários presos não foi divulgada.
Durante a ação foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e outros quatro mandados de busca e apreensão.
Outras três pessoas já haviam sido presas durante a primeira fase da operação, deflagrada no mês de abril deste ano, por envolvimento no mesmo esquema criminoso dos dois funcionários presos nesta segunda fase.
De acordo com as investigações, o grupo teria desviado mais de R$1 milhão em medicamentos destinados às unidades de saúde. Os remédios e medicamentos desviados pelos criminosos eram levados às casas de um empresário e em seguida eram vendidos ilegalmente a comerciantes no interior do Amazonas.
Durante a primeira fase da operação, os policiais flagraram o momento exato em que um funcionário de um hospital chega com a ambulância na casa de um empresário, para entregar os medicamentos roubados.
A polícia foi acionada pela própria Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), após o órgão perceber que a lista de medicamentos não estava sendo oferecida à população nas unidades de saúde.
Por meio de uma nota divulgada, a SES-AM afirmou que segue colaborando com a PCAM nas investigações. O órgão deve afastar os funcionários envolvidos que foram autuados em flagrante pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, peculato doloso e receptação qualificada.





