Após assembleia realizada pelos sindicados dos professores na manhã deste sábado (25), a categoria decidiu em assembleia geral aceitar a proposta do governo do Amazonas de conceder 4,73% de reajuste salarial.

A greve que já dura mais de um mês no estado do Amazonas, tem fim nesta segunda-feira (27), quando os educadores retornarão às salas de aula.

A proposta do governo do Amazonas de conceder 4,73% de reajuste salarial retroativo a março/2019, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) na última quinta-feira (23), foi aceita ontem (24) por professores ligados ao Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical) e agora pelos do Sinteam.

De acordo com o Sinteam será enviada na próxima semana uma proposta de calendário de reposição de aulas para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Vinte e seis dias letivos precisam ser repostos.

“Tivemos avanços, sim. Não do jeito que queríamos. Vencemos uma batalha. A guerra ainda não. Nada foi fácil. Se não fosse a Assembleia Legislativa nada disso seria possível porque o governo virou as costas para a nossa categoria”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Além do reajuste de 4,73% concedido aos servidores da educação no Amazonas, a proposta do governo também garante a extensão do vale-transporte para servidores de 40h e 60h, aumento no auxílio-localidade de R$ 80 para trabalhadores da sede e R$ 120 para os da zona rural, reajuste no vale alimentação de R$ 450 para todos os servidores da SEDUC, pagamento das progressões horizontais e verticais, desistência, por parte do governo, da ação judicial contra sindicato e trabalhadores e a elaboração de um calendário único para reposição das aulas de duas formas: para as escolas que paralisaram as atividades parcialmente, será necessário cumprir o calendário de reposição junto com as que paralisaram totalmente. O calendário não valerá para as escolas que funcionaram 100%. Os calendários serão analisados e aprovados pelo Conselho Estadual de Educação.