Manaus | 4 de junho de 2026 | 14:22:36

Feminicídio em Criciúma: Empresária é assassinada pelo ex-companheiro diante do próprio filho

Daniela Ghizi, de 35 anos, foi morta a tiros dentro de casa. O suspeito, que era seu ex-companheiro, também morreu após atirar contra si. O filho da vítima, de apenas 6 anos, presenciou a tragédia.

Na noite de segunda-feira (9), por volta das 18h, a empresária Daniela Ghizi de Jesus, de 35 anos, foi assassinada dentro de seu apartamento no bairro Mina União, em Criciúma, Santa Catarina. O autor do crime foi o ex-companheiro da vítima, com quem ela havia rompido o relacionamento recentemente.

Vizinhos ouviram gritos de socorro e acionaram a Polícia Militar. Ao chegarem no local, os policiais precisaram arrombar a porta. Daniela foi encontrada sem vida, com um tiro no peito. O suspeito estava ferido com um disparo na cabeça, ao lado da arma. Ele foi socorrido pelo SAMU e levado ao Hospital São José, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 20h. A principal suspeita da PM é que ele tenha cometido suicídio após o assassinato.

O crime aconteceu na presença do filho de Daniela, de apenas 6 anos, que não sofreu ferimentos físicos. A criança foi entregue ao pai biológico.

Segundo relatos de pessoas próximas, o relacionamento do casal, que durou cerca de oito meses, era marcado por ciúmes excessivos e comportamento controlador por parte do agressor. Daniela teria encerrado a relação justamente por se sentir ameaçada.

Infelizmente, o caso de Daniela não é isolado. Em Santa Catarina, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 10 dias, de acordo com dados recentes. A maioria desses crimes é precedida por sinais claros de perigo: ameaças, agressões físicas e psicológicas, controle, isolamento. Mesmo assim, muitas mulheres não conseguem denunciar por medo, vergonha ou falta de apoio.

Especialistas e autoridades alertam: é preciso reconhecer os sinais e buscar ajuda o quanto antes. O silêncio protege o agressor — a denúncia pode salvar vidas.

Denuncie. Você não está sozinha.

Se você está sofrendo violência doméstica, testemunhou um caso ou conhece alguém em risco, procure ajuda:
• Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher. Funciona 24h, inclusive aos fins de semana e feriados. O atendimento é gratuito e sigiloso.
• Ligue 190 – Polícia Militar, em casos de emergência.
• Delegacias da Mulher – Vá até a unidade mais próxima para registrar um boletim de ocorrência.
• Aplicativo Direitos Humanos Brasil – disponível gratuitamente para Android e iOS, permite denúncias anônimas.

Vizinhos, amigos e familiares também podem denunciar, mesmo sem a autorização da vítima. Não espere que a violência se repita. A maioria dos feminicídios acontece após uma sequência de abusos.

Daniela deveria estar viva.
Por ela e por tantas outras, seguimos lutando.
Tudo pelas mulheres. Sempre

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