Manaus | 27 de julho de 2026 | 10:21:47

Federação União Progressista rompe com Lula e exige saída imediata de ministros

Na terça-feira, 2 de setembro de 2025, Antônio Rueda (presidente do União Brasil) e Ciro Nogueira (presidente do PP), que compõem a federação União Progressista (UP), anunciaram o rompimento oficial com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O comunicado exigiu que todos os detentores de mandato filiados à federação renunciem imediatamente aos cargos que ocupam no governo federal.

Quem está diretamente afetado

Ministros-alvo da saída imediata:

Celso Sabino (Turismo, filiado ao União Brasil);

André Fufuca (Esporte, filiado ao PP). Ambos são deputados federais — portanto, “detentores de mandato” e diretamente atingidos pela determinação.

Ministros que permanecem no cargo, por não serem filiados diretamente à federação UP, mas indicados por outros líderes:

Waldez Góes (Desenvolvimento Regional): indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO);

Frederico de Siqueira Filho (Comunicações): também ligado a Davi Alcolumbre;

Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal: indicação do deputado Arthur Lira (PP).

Prazos e possíveis sanções

O tom de urgência foi reforçado por Rueda, que disse claramente: “O prazo é hoje. Quem cai, cai hoje”. O comunicado oficial da federação também deixa claro que, caso algum filiado com cargo no Executivo descumpra a orientação, haverá afastamento imediato e punições disciplinares previstas no estatuto partidário.

Motivações e desdobramentos

O rompimento ocorre logo após Lula fazer cobranças públicas sobre fidelidade dos ministérios ligados ao Centrão — sugerindo que quem não estivesse disposto a defender sua gestão deixasse o cargo, o que gerou atrito com lideranças como Rueda e Nogueira.

Paralelamente, a federação também manifestou apoio à proposta de anistia ampla a envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro — embora mantendo sua inelegibilidade. A pauta está em debate na Câmara enquanto o STF inicia o julgamento dos réus do episódio.

O impacto político poderá ser significativo: o governo deve perder substancial número de deputados da base, com a federação correspondendo a cerca de 109 parlamentares (União Brasil com 59 e PP com 50) — reduzindo o apoio no Congresso e dificultando votações estratégicas para Planalto.

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