Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:18:57

“Família fubanga” e “chá de pobre”: Felca e Cela Lopes viram réus após vídeo com ataques virar caso de justiça

foto reprodução

O influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, e a empresária Marcela Eduarda Lopes Schreiner, a Cela Lopes, se tornaram réus em uma ação por danos morais após usarem, sem autorização, um vídeo de um chá revelação para fazer piadas ofensivas em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

O casal de Mogi Guaçu (SP) protagonista do vídeo afirma que foi alvo de comentários depreciativos e classistas, que causaram forte repercussão pública. Eles pedem uma indenização de 100 salários mínimos, alegando que a exposição gerou constrangimento, zombarias e ataques online contra a família, incluindo os dois filhos menores de idade.

Ataques ao vivo: “me bote pra adoção que é mais vantajoso”

Durante a live transmitida por Felca, com participação de Cela Lopes, o vídeo foi exibido com o título “o chá de revelação de pobre?”, acompanhado de falas como:

“Quando o pobre tem um dinheirinho ele compra essa moto, aí faz essas fubanguisses.”

“Coitado do menino! Vai nascer e ver que veio nessa família fubanga.”

“Se eu tivesse um chá assim, falava pra me botar pra adoção.”

Segundo os autores, a gravação original havia sido postada no TikTok em outubro de 2024 e jamais autorizada para uso por terceiros. A defesa da família aponta que o conteúdo foi monetizado em canais com milhões de seguidores, sendo usado com fins comerciais e de entretenimento às custas da dignidade alheia.

O que diz a Justiça até agora

O juiz Dr. Sergio Augusto Fochesato, responsável pelo caso, aceitou a denúncia e concedeu justiça gratuita aos autores. No entanto, ele negou a liminar que pedia a remoção imediata do conteúdo por falta de provas documentais, como as URLs dos vídeos ofensivos e registros de tentativas de remoção extrajudicial.

O Ministério Público foi incluído no processo devido à presença de crianças na ação indenizatória.

Indenização e apuração criminal

A família pede 25 salários mínimos por pessoa, somando 100 salários mínimos. Além da ação cível, um Boletim de Ocorrência foi registrado para investigação de possíveis crimes de injúria e difamação.

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