O Supremo Tribunal Federal (STF) continua a votação do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe após as eleições de 2022. Até o momento, dois ministros, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, votaram pela condenação, apontando envolvimento de Bolsonaro em organização criminosa e atentado contra a democracia.
Nesta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux surpreendeu ao votar pela anulação do processo, argumentando que a Primeira Turma do STF não teria jurisdição para julgar o ex-presidente fora do cargo. Fux defende que o caso deveria ser analisado por outra instância ou pelo plenário completo, devido à sua complexidade.
Faltam ainda os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que vão definir se Bolsonaro será condenado ou absolvido. Caso prevaleça a condenação, o ex-presidente pode receber pena de até 43 anos de prisão. Após o julgamento, ainda poderão ser apresentados recursos, como embargos de declaração, antes do trânsito em julgado e eventual execução da pena.
O julgamento é acompanhado com atenção nacional e internacional, considerado histórico por envolver a responsabilização de um ex-presidente da República por crimes contra a democracia.





